quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Comandante do 3º Batalhão, no Méier, morre após ser baleado

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  • O comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, no Méier, coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, morreu após ser baleado por criminosos. Ele foi levado para Hospital Salgado Filho, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu.
    O comandante do 3° BPM foi o 111° policial militar morto neste ano. Pouco depois, outro PM, identificado como Djalma Veríssimo Pequeno, foi assassinado em Guadalupe, também na Zona Norte.
    INFOGRÁFICO: veja quem são, onde e como morreram os 112 policiais assassinados em 2017.
    Segundo a polícia, o carro descaracterizado em que estavam coronel e motorista bateu de frente com bandidos que desembarcaram para iniciar um arrastão, dando início à troca de tiros. O veículo do policial foi atingido por 17 tiros na Rua Hermengarda, na altura do Lins de Vasconcelos. O coronel foi baleado no tórax e morreu.
    Rua próxima ao local do crime (Foto: Henrique Coelho/G1)Rua próxima ao local do crime (Foto: Henrique Coelho/G1)
    O cabo que conduzia o veículo foi atingido na perna, atendido no Hospital Salgado Filho e transferido para o Hospital Central da PM. Segunda polícia, ele não correr risco de vida.
    Policiais da Delegacia de Homicídio estiveram no hospiltal e levaram as fardas dos dois policiais para a perícia.
    O coronel tinha 48 anos, estava havia 26 na PM e à frente do 3° Batalhão do Méier há quase dois anos. Ele deixa esposa e dois filhos.

    Coronel Luiz Gustavo Teixeira morreu após ser baleado em um confronto (Foto: Divulgação/PMRJ )Coronel Luiz Gustavo Teixeira morreu após ser baleado em um confronto (Foto: Divulgação/PMRJ )
    Coronel Luiz Gustavo Teixeira morreu após ser baleado em um confronto (Foto: Divulgação/PMRJ )
    Um envolvido no assassinato já foi identificado
    A Polícia Militar já identificou um dos criminosos envolvidos no assassinato do comandante. Segundo informações do serviço reservado da corporação, o bandido é da Favela da Cachoeirinha, no Complexo do Lins, que fica próximo ao local da morte, na Zona Norte do Rio. A PM deu início a uma operação no conjunto de favelas para tentar prender os envolvidos no crime.
    Comandante do batalhão da PM do Méier, Zona Norte do Rio, morre após ser baleado
    Conforme apurado pelo G1, a polícia já sabe que, a princípio, seriam três criminosos envolvidos que estavam num Audi. O coronel morto estava há 26 estava na corporação e à frente do batalhão do Méier há um ano e seis meses. Luiz Gustavo Teixeira deixa esposa e dois filhos, segundo a PM.
    Crivella e Temer lamentam morte do PM
    Na tarde desta quinta-feira, durante agenda no Palácio do Planalto, em Brasília, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, lamentou a morte do coronel. Segundo ele, foram "rajadas de metralhadora que vitimaram um homem de estirpe, um homem de família". Ele afirmou que há "em cada lar do Rio de Janeiro uma prece, em cada olhar, uma lágrima", e pediu que o Governo Federal torne crime hediondo o uso de armas exclusivas da polícia.
    PMs em operação no Complexo do Lins (Foto: Reprodução/TV Globo)PMs em operação no Complexo do Lins (Foto: Reprodução/TV Globo)
    PMs em operação no Complexo do Lins (Foto: Reprodução/TV Globo)
    No mesmo evento, o presidente Michel Temer também defendeu a lei que torna crime hediondo o uso de armas de uso exclusivo da polícia, e classificou o assassinato do coronel Luiz Gustavo Teixeira como uma "crime pavoroso que envolve uma pessoa vocacionada e dedicada ao combate à criminalidade".
    Secretaria de Segurança divulga nota
    A secretaria de Estado de Segurança (Seseg) se solidariza com a dor e sofrimento dos familiares, amigos do comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar do Méier, Luiz Gustavo Lima Teixeira, de 48 anos, e de toda a classe policial. Todos os esforços estão sendo feitos para que, na forma da Lei, os responsáveis por essa afronta ao Estado e à sociedade não fiquem impunes e sejam punidos.
    O Coronel Teixeira trabalhou na Seseg de 2011 a 2014, na então Subsecretaria de Modernização Tecnológica, hoje Subsecretaria de Comando e Controle. Ele foi fundamental na construção, criação de normas e gestão do Centro Integrado de Comando e Controle.

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