segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Viúva de soldado americano morto no Níger diz que Trump não lembrou nome de seu marido

Em 4 de outubro deste ano, a emboscada de um grupo extremista na fronteira com o Mali, na África, tirou a vida de 4 soldados americanos e outros 4 nigerianos. Nos Estados Unidos, é comum o presidente entrar em contato com a família para proferi-los palavras de conforto.
No entanto, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quebrou o protocolo e não entrou em contato com as famílias dos soldados. Quando o fez, ao invés de deixar a viúva menos aflita, Trump se envolveu em polêmica e não escolheu as melhores palavras para Myeshia Johnson, viúva de e La David Johnson, um dos soldados atingidos na emboscada.
Quando questionado, Trump chegou a afirmar que seus antecessores nem sempre contactavam as famílias e que havia escolhido enviar cartas, ao invés de telefonemas. 
O ex-procurador-geral dos Estados Unidos usou o Twitter para rebater as afirmações de Trump: “Pare de mentir, maldição, você é o presidente”. Holder afirmou ainda que acompanhou Obama à base aérea de Delaware – nordeste dos Estados Unidos – e presenciou o ex-presidente a consolar as famílias.
Em entrevista a um programa americano da rede ABC, Myeshia afirmou que o presidente a fez chorar quando a ligou: “O presidente disse que ele [meu marido] sabia ao que estava exposto quando se alistou, mas que era doloroso de qualquer jeito. Isso me fez chorar porque estava muito aborrecida com o tom de sua voz e como disse isso”, contou Meshyia.
“Ele não conseguia lembrar o nome do meu marido. Ele me disse que estava com o relatório sobre meu marido diante dele e foi aí que ele falou La David”
No Twitter, Trump rebateu Myeshia: “Tive uma conversa muito respeitosa com a viúva do sargento La David Johnson, e mencionei seu nome desde o início, sem hesitar!”
As declarações da senhora Johnson confirmam o que a congressista democrata Frederica Wilson já havia dito que o presidente teria sido desrespeitoso ao falar com Myeshia.

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