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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Docentes da UFRB aprovam dia de luta em defesa da previdência e se manifestam contra o 'golpe'

Em assembleia nesta quarta-feira (13), os docentes da UFRB aprovaram o dia 18 de dezembro, próxima segunda-feira, como dia de Luta em Defesa da Previdência, da UFRB e Contra o Golpe. A decisão de aprovar o dia luta se deu não apenas pela eminência da votação da Reforma da Previdência, mas também pelos problemas de condições de trabalho que os/as docentes da UFRB vêm enfrentando.

Logo no início da assembleia, o presidente da APUR, professor David Teixeira, informou que em 2018 quem vai controlar a disponibilidade dos recursos da UFRB será o Ministério da Educação (MEC), o que impacta diretamente na autonomia universitária. O professor ainda falou que, segundo o reitor, a UFRB entra em 2018 com déficit: “Com o quadro que está colocado, as dificuldades serão imensas. Não temos expectativa para novos investimentos. No ponto de vista de financiamento, 2018 tende a ser pior que 2017, completou David.

Extremamente preocupado com situação do CAHL, que enfrenta um grave problema de infraestrutura, o professor Fabrício Lyrio questionou de qual autonomia se está discutindo. Seria a autonomia da universidade ou autonomia da reitoria: “A reitoria está falhando em não chamar a categoria docente para o debate. Não se discute como vai gastar os recursos. E o sindicato tem que bater firme na garantia das condições do trabalho docente”, afirmou o professor.

A situação de desmonte da UFRB, em especial do CAHL, foi colocada em diversas falas, reforçando a necessidade da luta urgente pela melhoria das condições de trabalho dos/as docentes.  Contudo, também foi colocada a importância de se pensar nas questões mais gerais, como o enfrentamento contra a reforma da previdência, que pode ser votada ainda na próxima semana.

Para o professor Antonio Eduardo Oliveira, cabe ao sindicato lutar pelas duas pautas: a local e a nacional. Segundo ele, o ataque à autonomia universitária, por exemplo, tem como objetivo a cobrança de mensalidade, que é um ataque frontal à universidade, mas que se refere a uma luta também no âmbito nacional, pois não atinge apenas a UFRB. Ainda segundo o professor, a luta nacional tem barrado no equivoco da política de virar a página do golpe, que foi exatamente o que desencadeou os ataques que a classe trabalhadora vem enfrentando, vide a reforma trabalhista que já está em vigor, e a reforma da previdência que está prestes a ser votada.

Ficou bastante evidente nas falas que motivos para a luta não faltam. Contudo, essas mesmas falas apontaram a necessidade de se construir alternativas e fortalecer a mobilização. Nesse sentido, a professora Fátima Aparecida Silva, diretora executiva da APUR, ponderou que a categoria docente nunca se sentiu classe trabalhadora: “Isso não é um impedimento, mas é uma dificuldade. Para fazermos uma agenda de luta, precisamos de uma categoria que se sinta trabalhadora”, concluiu a professora.

Além do dia de luta, a assembleia também aprovou o parecer do conselho fiscal sobre as contas da APUR de 2013 e 2014. A assembleia ainda escolheu os/as delegados/as para o 37º Congresso do ANDES-SN, que ocorrerá de 22 a 27 de janeiro, em Salvador. Os delegados serão: José Arlen Beltrão, Fátima Aparecida Silva, David Teixeira e Antonio Eduardo Oliveira. Os suplentes dos delegados: Maicelma Maia e Maurício Ferreira. A APUR ainda contará com alguns observadores no congresso, são eles: Gabriel Ávila, Fabrício Lyrio, Fernando Henrique Tisque, Albany Mendonça, Marcela Silva, José Santana e Givanildo Oliveira.

APUR.

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