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domingo, 14 de abril de 2019

Aumento no nº de feminicídios leva jovens a criarem app que incentiva mulheres a denunciar violência

O aumento no número de feminicídios no estado da Bahia nos últimos anos causou preocupação em dois ex-estudantes de uma escola da rede pública estadual, em Salvador, que se uniram para criar um aplicativo com o objetivo de incentivar mulheres a denunciar casos de violência.
A ferramenta, batizada de ‘Conscientizando’, está disponível para celulares com o sistema Android. Os idealizadores são Alan Robert do Carmo, de 18 anos, e Carlos Eduardo Soares, de 19.
Em 2018, 70 feminicídios foram registrados em todo o estado da Bahia, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Comparando ao ano anterior, houve um aumento de 6,1% nos casos — em 2017, o estado registrou 66 feminicídios. Em todo o país, o número de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero também subiu — foram 1.173 no ano passado, ante 1.047 em 2017.
Em 2019, a SSP-BA ainda não divulgou dados de feminicídios. Nos 95 primeiros dias do ano, somente as duas delegacias especializadas de atendimento à mulher de Salvador, localizadas nos bairros de Periperi e Brotas, contabilizaram mais de 3 mil denúncias de violência contra mulheres.
Os estudantes dizem que não houve na família deles nenhum registro de violência, mas que se mobilizaram pela quantidade casos que viram nos jornais nos últimos tempos.
Ele e Carlos tiveram a ideia de criar o aplicativo quando cursavam o 3º ano do ensino médio no Colégio Estadual Sete de Setembro, no bairro de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Eles se conheceram na própria escola. Eram de salas diferentes, mas viraram amigos.
O app idealizado pelos dois completou um ano de existência em março deste ano.
“O aplicativo surgiu através de um trabalho de inglês. Minha professora queria que a gente fizesse um trabalho voltado ao tema violência contra a mulher. Era para a gente fazer algum tipo de campanha publicitária”, diz Alan
No Conscientizando, as pessoas podem ter informações sobre variados tipos de violência, sobre o conteúdo da Lei Maria da Penha, dados estatísticos e ainda participar de uma comunidade virtual, criada para que mulheres possam conversar sobre casos de violência que tenham sofrido ou presenciado.
Segundo os desenvolvedores, 17 mulheres já se pronunciaram e cinco relataram ter sido vítimas e algum tipo de violência. Leia mais AQUI.

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