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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Primeira foto de um buraco negro: um dia histórico para a ciência

Observatório analisa galáxia M87 (Foto: Divulgação)

O dia 10 de abril não será esquecido tão cedo para a ciência mundial. Pela primeira vez, foi possível observar a foto de um buraco negro, fenômeno invisível em que a força da gravidade exerce uma pressão que não deixa nada em volta escapar. Os astrônomos ainda não tinham conseguido captar precisamente a imagem, então o fenômeno era conhecido apenas em ilustrações, concepções artísticas e simulações.
O anúncio foi explicado em uma conferência internacional, acompanhada ao vivo por diversos países. Centenas de cientistas e pesquisadores e oito telescópios participaram do trabalho para divulgação da imagem, além de ter sido fruto do sonho de Albert Einstein, há 100 anos.
A transmissão ao vivo começou quando faltava 15 minutos para o anúncio da imagem. O primeiro a falar foi Carlos Moedas, do European Research Council, que estava muito emocionado. "Einstein não podia imaginar o que descobriu ... Para tirar uma foto de algo que um homem sonhou há 100 anos, você precisa de pessoas de 40 países.Se há um grande momento para todos nós, é hoje", afirmou. 
"Mesmo uma criança sabe o que é um buraco negro, e a melhor descrição veio de uma criança — é apenas um buraco que você não pode preencher", diz Luciano Rezzolla, da Goethe University Frankfurt. "Você pode se perguntar, como você sabe que é um buraco negro? A resposta é que combina muito bem com o que prevíamos na teoria."
 


Concepção artística do buraco negro (Foto: Divulgação)


Eduardo Ros, da Universidade de Granada, subiu ao palco para contar como as observações foram feitas usando telescópios onde a atmosfera é muito fina e seca para evitar interferências atmosféricas. Então eles tiveram que prestar muita atenção ao clima e estar prontos para receber observações em curto prazo. Os discos rígidos do telescópio da Antártida tiveram que ficar armazenados durante o inverno, porque um avião não podia entrar e sair facilmente para transportar os dados.
Depois, Monika Moscibrodzka da Radboud University explicou o que aprenderam ao longo de quatro dias de observação, em que o anel não mudou de tamanho e não foi embora. "Isso significa que é provável que seja um objeto permanente. A mudança na luz do anel — mais brilhante na frente — indica rotação. A imagem ainda não está clara o suficiente para medir a rotação, mas sabemos que ela ocorre no sentido horário", afirmou.
 
Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2019/04/primeira-foto-de-um-buraco-negro-um-dia-historico-para-ciencia.html


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