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Estado da Bahia é líder em ocorrências por queimaduras com fogos de artifícios

Foto: Reprodução/ TV Bahia
A chegada do mês de junho traz um alerta sobre os riscos de acidentes e queimaduras durante os festejos juninos. Em quase todos os anos, segundo dados divulgados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a Bahia aparece com o maior número de casos de queimaduras por fogos de artifícios.
Em 2019, além das festas de São João e São Pedro, haverá ainda torneios mundiais de futebol, festejos em que, tradicionalmente, baianos comemora soltando explosivos.
Ao longo da última década, conforme levantamento do CFM, em parceria com as Sociedades Brasileiras de Cirurgia da Mão (SBCM) e de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), 20% das internações por acidentes com fogos de artifícios ocorreram em municípios baianos.
Na avaliação por município, Salvador lidera com folga o ranking das cidades com o maior número absoluto de acidentes: 686 internações ao longo da década. Em outras palavras, pelo menos um em cada dez acidentes acontece em Salvador. Em segundo lugar aparece a capital paulista (337), seguido por Belo Horizonte (299).
“É importante falarmos francamente sobre esse assunto e educar as próximas gerações. Não há fogos seguros para o manuseio de crianças, elas não devem manipular e nem ficar expostas a nenhum tipo de fogos, mesmo os de classificação livre. As crianças devem saber que fogos são perigosos e que só devem ser manipulados por adultos, seguindo instruções de segurança ou por profissionais. Essa postura é que reduzirá os acidentes de forma eficiente”, afirma o presidente da SBCM, Milton Pignataro.
Presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), José Adorno explica que, abrangendo todas as categorias, o Brasil registra anualmente 1 milhão de queimaduras por ano. De todo esse grupo, 45% das vítimas são crianças. Quando se restringe a queimaduras por fogos de artifícios, o número é ainda maior. Segundo ele, em períodos de festa, o índice de acidentes por fogos cresce até 90%.
“Acidentes com fogos de artifício é sempre associado a algum evento, não é uma coisa que acontece rotineiramente. Essa prática acontece pontualmente nas comemorações, em campeonatos de futebol, festas de escolas, festas juninas. Com um comportamento negligente, adultos permitem que crianças brinquem com chuvinha, traques, elementos que têm fogo e com menor poder explosivo, mas que também podem provocar fogo na roupa”, destaca.
Segundo ele, mesmo que o manuseio de fogos de artifícios seja feito da maneira correta, não deve ser incentivado. “Sempre questiono ao Corpo de Bombeiros, quando eles começam a ensinar as pessoas a utilizarem fogos de artifícios. Todos os anos em que trabalho encontro pessoas acidentadas mesmo com essas instruções”, relata o médico Adorno.


“É preciso realçar que esses tipos de fogos estão sempre associados ao perigo, porque não tem como usar de maneira segura. É um explosivo, um rojão, um foguete. Se você pegar, por exemplo, o Rio de Janeiro, todo ano tinha acidente na tradicional festa de final de ano. Só parou de ter quando começaram a soltar os fogos no mar, com uma distância segura. É preciso ter conhecimento técnico para poder usar esses artefatos. Saber capacidade de explosão, distância que atinge, direcionamentos”, completa o presidente da SBQ.

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