sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Cuidado com este vírus que está se espalhando em escolas e creches; conheça os sintomas e como evitá-lo

Escolas e creches são locais propícios à propagação de infecções. Mesmo que as crianças estejam com as vacinas em dia, é inevitável que uma doença ou outra apareça. Entre estas, há uma condição conhecida como “mão-pé-boca” (HFMD, sigla em inglês). Trata-se de uma doença contagiosa causa pelo vírus Coxsackie, da família de enterovírus, que normalmente habitam nosso sistema digestivo e podem provocar condições como a estomatite, de acordo com informações do site do médico Dráuzio Varella. 

A doença, embora também afete adultos, é mais comum durante a infância, antes dos cinco anos de vida. A HFMD é uma doença extremamente infecciosa, com transmissão fecal/oral. 
Isso significa que, se alguém contaminado espirrar próximo a você, apertar suas mãos ou beijá-lo, há um risco aumentado de infecção, bem como o contato direto com as fezes. Logo, porque na escola as crianças estão em maior contato com estes elementos, as chances de contrair a doença são maiores. 

Contudo, há de se ressaltar que este não é um problema grave. Com ajuda médica, o corpo é capaz de eliminar os vírus dentro de 7 a 15 dias. Sendo assim, ao notar o aparecimento dos sintomas, consulte um médico e evite deixar que a criança saia de casa no período em que estiver doente. Mesmo após a recuperação, a pessoa ainda pode transmitir o vírus pelas fezes por pelo menos quatro semanas. Os sintomas são bem semelhantes ao de um resfriando, e incluem:

– febre alta nos dias que antecedem o surgimento das manchas vermelhas na pele;
– aparecimento de manchas na boca, amígdalas e faringe, bem como manchas vermelhas com pontos branco-acinzentados que podem evoluir para ulcerações dolorosas;
– pequenas bolhas nas palmas das mãos e plantas dos pés, que também podem ocorrer nas nádegas e região genital.

Não há vacina para a HFMD. Normalmente, assim como ocorre com outras infecções virais, ela tende a regredir de forma espontânea. Os tratamentos disponíveis são apenas sintomáticos, com antitérmicos e anti-inflamatórios recomendados por um médico. 
O ideal, no entanto, é que a pessoa fique em repouso, tome bastante líquidos e se alimente bem. Para evitar o problema, esteja sempre atento a sua higiene e a de seu filho. Lave as mãos após chegar de lugares públicos e especialmente antes das refeições.  Com informações do Jornal da Ciência / Dr. Drauzio Varela.

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