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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Cruz das Almas: Promotor fala da atuação da PM no combate à queima de espadas e valores das fianças

                                                             
A nossa equipe de reportagem esteve ontem (28) no gabinete do promotor de justiça, Dr. José Reis Neto para conversar a respeito da Guerra de Espadas na cidade de Cruz das Almas. Apesar da proibição por lei essa manifestação, parte da população insiste na queima desse artefato em vários cantos da cidade.
Procuramos saber do promotor como ocorreu essa ação dos policiais para o cumprimento da lei na cidade. Para ele é importante a compreensão da população em relação ao trabalho da polícia e também que gere uma contribuição para que tudo ocorra de maneira coesa. Segundo ele, “a Polícia Militar conseguiu desarticular cinco fábricas clandestinas de proporções variadas, ao todo foi apreendida 1 tonelada de pólvora, além de espadas prontas. A maioria sendo da zona rural de Muritiba”, que seria uma estratégia dos espadeiros para fugir da fiscalização. Senhor do Bonfim também foi um município em que a polícia atuou fortemente na produção e na repreensão da queima de espadas.
No dia 24 de junho 11 pessoas foram presas queimando espadas, 10 já pagaram fiança até o dia de ontem, e o que causou repercussão foram os valores das fianças, “existia uma informação em relação a essa prática, e considerando que é um produto caro, não é de primeira necessidade. Então se a pessoa está investindo o dinheiro dela para fazer essa compra, a gente tem que considerar essa situação na hora de pensar a fiança”,analisou o promotor. Conforme afirmou, a pena está prevista entre 1 e 100 salários mínimos, mas esse ano o valor foi fixado em 10 salários, esse seria um instrumentos que são utilizados para garantir a lei.
Perguntado pelo nosso repórter Tatu a respeito de uma possível liberação, o promotor acredita que enquanto trouxer perigo para a população será difícil liberar, “é uma situação que a gente vê a gravidade e não podemos ficar de brações cruzados”, afirma citando um caso em que uma pessoa perdeu a visão na Alvorada.
Se algum dia a queima de espadas deixar de ser considerada um crime, conforme explica, seria com “um produto regular que oferecesse segurança para quem tá utilizando não teria como a gente definir o espaço se não temos ideia do artefato eu eles vão produzir”, os produtores precisariam produzir um artefato que traga “uma garantia mínima de segurança”, afirma.
Como poder público ele compreende que por em risco a vida pública e o direito de ir e vir deve ser repreendido, chamando atenção “para que as pessoas entendam que não é um trabalho de prejudicar uma tradição, mas de garantir a segurança da população”.

Por: Ana Paula Pitanga

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