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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Especial Festejos Juninos 2018 - A culinária no São João de Cruz das Almas 2018

De todos os prazeres dos festejos juninos o mais conivente para os amantes da festa são as comidas típicas. A culinária do São João é diversa e com a influência indígena é refletida na fartura da colheita. O milho além de ser um alimento diverso em nutrientes proporciona a produção de diversas receitas, como a tão esperada pamonha. A tradição da culinária nos festejos juninos de Cruz das Almas encanta os nativos e turistas que fazem da cidade um porto seguro irresistível. 


“O plantio do milho ele se dá geralmente uma vez no ano. Do início do mês de março até o final do mês de maio. Nós plantamos a semente e colhemos o milho no período de três meses. Depois nós utilizamos o milho, a semente, para fazer pamonha, canjica, licor. Também utilizo o milho para fazer o suco. Ele é muito saboroso e podemos fazer muitas iguarias com ele e os derivados dele”, revelou a agricultura Marilene Pereira que também faz arte com o reaproveitamento das palhas. “Também utilizo a palha do milho para fazer o artesanato. Produzo flores, baianas, também as cestas”.

Se o teor nutritivo do milho pelo enriquecimento do alimento em fibras, vitaminas e minerais influenciasse no seu valor comercial muitos amantes da pamonha, por exemplo, poderiam achar um absurdo a quantia. Não é o caso da dona de casa Julieta Conceição que neste São João pode faltar licor, mas a pamonha está garantida para as visitas. “Na Feira estava 8 milhos por 7 reais. Eu comprando 8 milhos dá para fazer mais ou menos 7 pamonhas. É uma dificuldade para fazer. Só faz mesmo quem gosta, quem sabe e quem quer saborear ela”, ressaltou ela.

Saborear a pamonha é fácil. “O ruim é o ponto da massa. Se você não deixou a massa no ponto certo ela nunca consegue enrolar na palha. O bom mesmo é na palha do milho. É a saborosa. Eu aprendi com minha mãe na palha do milho” revela Julieta que aprendeu a receita por herança familiar. “Minha mãe sempre fazia, minha avó também. Eu aprendi fazer através delas. Então, até hoje eu mantenho a tradição. Sempre que eu tenho milho eu faço uma pamonha. Eu gosto muito da pamonha”.


Além de agricultura, Marilene Pereira também compõe cordel e a culinária do milho foi a inspiração para um dos seus escritos. Confiram uma receita de pamonha em cordel.

Cordel da Pamonha

1 - A Baixinha e Ponto Certo
Vem aqui apresentar
Uma receita famosa
Para você experimentar

2 - Meu nome é Marilene
Foi com Dona Neizinha que aprendi
A fazer essa receita
Que vos apresento aqui

3 - Pamonha é o seu nome
Originária do Tupi
Ela é uma das delícias
Do São João daqui

4 - Ela é feita do milho
Água, açúcar e sal
Ainda leva o cocô ralado
Para dar o "toque" final

5 - Há quem gosta dela recheada com frango e catupiry
Mudamos o seu recheio conforme o povo pedir
Usamos os sabores com as iguarias que existem por aqui

6 - Assim vos apresento o modo de fazer
Quando o milho está maduro
Está pronto para colher
Ralamos os seus grãos
Para uma massa fina obter

7 - Assim segue o preparo
Acrescentando côco, açúcar e uma pitadinha de sal para batizar
Como diz o ditado da cultura popular
Dá uma mexidinha para a massa engrossar

8 - Ainda tem sua embalagem
Que é totalmente orgânica
Usamos a palha do milho
Para nela, a massa colocar
Dar uma amarradinha
Para a pamonha se formar

9 - A água é importante
Para a receita finalizar
Deixe ferver por uns instantes
Para a pamonha cozinhar
Depois de cozida, é só degustar

10 - Aqui finalizo a apresentação dessa receita gostosa
Que já é tradição
Pois digo a vocês que a pamonha
É uma das delícias do São João

Autora: Marilene Pereira

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