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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Suspeito de estuprar e matar enteada de dois anos na Bahia é encontrado morto em rodovia


Segundo a polícia, Edson Neris Barbosa Santos, de 27 anos, era o suspeito de ser o autor do crime. — Foto: Divulgação/ SSP-BA
O homem suspeito de estuprar e matar a enteada de dois anos, no bairro da Vila Canária, em Salvador, foi encontrado morto, na noite de segunda-feira (21), na BA-526, mais conhecida como CIA-Aeroporto, em Simões Filho, na região metropolitana da capital, segundo informou a Polícia Civil.
De acordo com a polícia, o laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou, nesta terça-feira (22), que o corpo é de Edson Neris Barbosa dos Santos. Ainda não há informações da autoria do assassinato de Edson. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de homicídios de Salvador.
Segundo a Polícia Civil, Edson Neris estava com mandado de prisão temporária em aberto. Ágatha Sophia morreu no domingo (20), após ser estuprada e sofrer violência física, no bairro de Vila Canária, em Salvador.
A mãe da criança, Jéssica Silva, 21 anos, contou em entrevista ao G1, que Edson entregou a menina a ela enrolada em um pano, ainda na rua, após ter ligado para ela e avisado que a criança estava passando mal. Depois disso, ele fugiu e não foi mais visto.
Quando recebeu a filha machucada nos braços, a jovem pediu socorro aos vizinhos. Um homem levou ela e a criança para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Marcos. A pequena Ágatha Sophia morreu antes de chegar no local.
A constatação da morte da criança foi feita na UPA, quando os médicos informaram à mãe da menina que ela havia sido estuprada.
“Quando me disseram que ela tinha sido estuprada, eu não soube o que pensar. Fiquei sem chão. Mandaram eu ligar para ele e fingir que ela não estava morta, para tentar encontrar ele, mas ele não foi. Me disse que seria preso. Eu fui do hospital para minha casa, para ver se encontrava ele, mas ele não estava lá”, detalhou Jéssica, que é diarista.
O enterro da garota aconteceu na manhã desta terça-feira (22), no Cemitério de Pirajá, também na capital. A mãe da menina foi impedida pelos familiares de ir para o sepultamento da criança.
Antes do enterro, Jéssica contou que estava sofrendo ameaças de linchamento, depois da morte da filha, por pessoas que acham que ela permitiu que o suspeito abusasse da filha.
“Ligaram para a minha família para me ameaçar, dizendo que vão me linchar”, disse Jéssica, aos prantos.
De acordo com a diarista, o casal mantinha um relacionamento há um ano e sete meses. Os dois começaram a morar juntos há cerca de um ano. Em uma ocasião, ela lembra que ele chegou a agredí-la, mas Jéssica não denunciou o caso à polícia. Com a criança, ela disse que Edson reclamava quando a menina “fazia algo de errado”, mas que nunca agiu com violência.
“Ele já me bateu, mas foi uma vez e parou. Nunca vi ele bater forte nela [criança]. Ele reclamava com ela quando ela fazia coisa errada, batia de leve na mão, mas nunca foi violento com ela”, afirmou.
O crime contra a criança é investigado por equipes da 2ª Delegacia de Homicídios (2ª DH/Central), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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